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domingo, 22 de setembro de 2019

Hostel Flor da Ilha - Ilha Grande !!

Desta vez reservamos o Flor da Ilha Hostel.
Havíamos reservado com o Hostel e Pousada Holandês, hospedagem que já utilizamos em outras visitas à Ilha Grande, a qual recomendo sempre. 
Mas como fica a uma boa caminhada do cais, e faríamos uma trilha bem difícil no dia seguinte à nossa chegada, preferi uma hospedagem mais centralizada.
Assim, encontramos a Flor da Ilha.

A proposta era a melhor para aquele final de semana.
Diária inferior a R$ 30,00 por pessoa, em quarto coletivo, com café da manhã incluído. Bem na frente de um dos piers da Vila do Abraão. Para este mesmo final de semana o Holandês cobrava quase R$ 45,00 a diária, por pessoa.

E um lugar novo é sempre um lugar novo !!
A cozinha não é tão grande, mas nos atendeu muito bem.
Tem geladeira, fogão, um microondas, utensílios diversos. 
Nós, que costumamos levar lasanha, tínhamos o melhor dos ambientes para ´reparar as refeições.
O ruim é que não há mesa na cozinha e não tem sala de jantar.
Temos de atravessar o hostel, passando pela recepção para alcançar a área externa, esta sim, com mesas e assentos.
A rede wifi, no primeiro dia, não estava muito boa nos quartos, no dia seguinte, senti que o sinal estava mais forte.
O café da manhã é simples mas feito com muito carinho pela Ângela.
Tem refresco, leite, café, cereais, alguma fruta, queijo, um presunto, tem pão margarina, biscoitos e bolo.
A expectativa era de um café da manhã mais robusto, conforme as fotografias desta hospedagem, no booking.com.
Deu para nos preparar para o dia de trilha que teríamos pela frente. 
Na verdade, nossos planos foram mudados pois o tempo não estava tão bom e por isso, fizemos uma trilha alternativa.
Percorremos, desta vez, até o final, a T2 (Abraão x Saco do Céu).
Os ambientes do hostel estão sempre muito limpos, inclusive os banheiros, que eram do tipo compartilhados.
Tem uma grande área aberta, na frente.
O espaço é todo desenhado, mas valeria dar uma restaurada  na pintura, pois está um pouco desgastado.
Mas eles tem planos, depois de passar a alta temporada que está para se iniciar, para fazer uma reformas em todo o prédio.
Foi legal ter ficado neste hostel, possivelmente voltaremos lá.
Eu recomendo !
Estivemos lá em Setembro de 2019 !!


domingo, 18 de novembro de 2018

T15 - Trilha Dois Rios - Praia do Caxadaço !!

E fizemos a trilha do Caxadaço .... sim,  a T15 (Dois Rios - Caxadaço) foi conquistada !!
Três aventureiras e um único desejo .... chegar àquela praia de águas translúcidas e calmas numa baia escondidinha, um espécie "caixa de aço".

No passado recente, afirmam que era usada para contrabando de pessoas (escravos - com o seu tráfico já proibido pelos ingleses) e de mercadorias, que chegavam ou eram despachadas.
A trilha atravessa um caminho todo em pedras, que facilitava o trânsito de pessoas e mercadorias.
À partir de Dois Rios,  a trilha tem uma expectativa de 1:50 horas pra ir e mais 1:50 horas pra voltar.
São quase seis quilômetros por trecho .... e para quem percorre a T14 (Dois Rios - Abraão) um desafio a mais para o corpo.
a trilha Abraão- Dois Rios tem 8.200 metros e expectativa de conclusão em 3 horas - só de ida.
Indica preparo-físico : Semi-pesado.
Precorremos a T14 , sempre muito aberta (é uma estrada por onde passam o veículos da UERJ) ... em alguns trechos com lama, afinal, nos últimos 30 dias, disseram que, se fez três dias com sol, foi muito.
Se uma estrada larga como esta está assim, imagina a estreita trilha para Caxadaço ?!

E passamos pelas diversas cachoeiras, nunca as vi tão caudalosas.
Algumas descendo, montanhas abaixo.
um volume d'água fenomenal !!
O ruído dos pássaros, a trilha sonora de nossa trilha.
A trilha de Dois Rios é todo tempo aberta, numa largura de via, em torno de três metros.
É estrada de terra, com pedras, fácil de seguir, impossível de se perder .... sobe, sobe, sobe e depois, desde, desce, desce .... sem muita variação.
O que você mais precisa para fazer esta trilha ?
RESISTÊNCIA !!

As flores também ornavam nosso caminho, valorizando cada passo, cada metro conquistado de toda aquela distância que ainda iríamos percorrer ....



Em certo momento passamos pela entrada da T13 (Trilha Abraão -  Pico do Papagaio), à direita de quem sobe  ...
O filtro solar precisa ser reposto, pois se costuma suar bem ... uma barrinha de cereal para dar aquela energia na subida ... em um certo ponto podemos observar a Vila do Abraão, e suas Ilhas Barcelos, lá embaixo.
Quando já na descida, uma singela sinalização mostra a entrada para a Piscina dos Soldados ... entrada pelo lado direito da estrada.
Pra quem faz a trilha de Dois Rios considero esta parada imperdível.
Diz a história que era aqui que os soldados que trabalhavam no presídio, quando ainda em atividade, paravam para se refrescar.
Por conta das chuvas recentes, eu que estou passando aqui pela terceira vez, nunca vi a piscina tão cheia ... e as águas estavam super geladas !!
Só paramos para algumas fotos !!
E seguimos em frente até chegar à entrada de nossa grande aventura ... três horas depois de termos deixado o hostel.

Começamos a trilha à 10:09 hs .... atravessando, logo de início, um mar (ou rio) de pedras ... e cada pedrão !!
E lá fomos nós ....
Dizem também que esta trilha é muito frequentada pelos macacos "bugios" e encontramos um rastro de mais de 30 jacas despedaçadas pelo chão ....




A previsão, como disse antes, era de chegar à praia em 1:50 hs .... mas deixa eu te falar, estava complicado, muito complicado ... com estes últimos dias de chuva, muita árvore caiu, o chão estava com trechos de lama.
Na fotografia ai de cima, o bambuzal todo desorganizado, parecendo um jogo de varetas, sabe ?
E passamos por dentro dele.
Passamos por diversos formigueiros, com jeitinho passamos por baixo de duas árvores caídas e cheias de galhos.
A etapa final, quando começamos a escutar o marulho e começamos a descer para o mar, foi pra mim, a mais difícil.
Extremamente íngreme, e perigosa ... pegamos uma trilha alternativa, à beira de um abismo e chegamos com segurança ao riacho, um lindo riacho, coladinho à água salgada do mar.
Levamos duas horas e meia para chegar.
Quando chegamos lá, as águas estavam negras e muito frias.
A cor negra (nunca imaginei ver Caxadaço assim) era por causa dos resíduos da chuva dos últimos dias, resíduos que caíram das montanhas da Ilha Grande ... mal dava pra ver onde pisávamos.
A água ?
Acredito ter sido o banho de mar mais gelado que tomei, em toda vida.



Ficamos pouco tempo (1 hora) pois ainda tinha a volta para fazer ... a viagem de volta à Vila de Abraão é longa ... e o dia nem estava tudo isso , bem nublado por sinal.
O dia seguinte prometia sol, mas ai, já é outra história.

Estivemos lá em novembro de 2018 !!



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Diário da Costa Verde

Rio de Janeiro , 11 de janeiro de 2013. Sexta-feira.

Meus pés me trouxeram a uma aventura inesquecível na Ilha Grande !!
Tudo começou quando descobrimos que o antigo Alvorada-Itaguaí , que fazia a integração com o Bilhete Único , não existe mais. Ficou um ônibus tarifa (com ar condicionado) de R$ 8,00 no seu lugar.
 Minha irmã e eu decidimos pegar o BRT com estação final em Santa Cruz (R$ 2,75) e  dali um transporte até Itaguaí , pois haverá mais ofertas de transportes  , oficiais e alternativos.
De  Itaguaí , um daqueles ônibus pequenos , com apenas uma porta na frente , até Mangaratiba (R$ 3,80).
O tempo parecia que iria melhorar.
Chegamos à Mangaratiba antesdas 20:00 hs.
O único barco que sai de Mangaratiba para a Ilha Grande , à noite , parte às sextas-feiras.
Com Bilhete Único a travessia custa R$ 3,10 , com pagamento em dinheiro , R$ 4,50.
Ficamos na Praça de Mangaratiba, com uma garrafa de 2 litros de Coca-Cola e alguns sanduíches que minha irmã preparou,
até dar a hora de saída da barca , às 22 horas.
A viagem dura , em média , de 1 hora e meia  até às 2 horas , dependendo das condições do tempo.
A nossa viagem foi tranquila e sem chuva.
O Hostel Holandês nos aguardava para duas noites na ilha.
Eles sabiam que chegaríamos por volta da meia-noite.
Nossas toalhas já estavam reservadas , fora do armário e , após o check-in , fomos para  nosso quarto, coletivo, de quatro beliches.
Somente uma cama estava vazia para aquela noite.
Ah ... pedimos à Marcela, filha da Janice (administradora do hostel) cobertores pois não havia nenhum no quarto e , para nós,
chegadas da capital estava fazendo um pouco de frio (algo em torno de 20, 21 graus.
Dormimos logo pois pela manhã, teremos um dia bem cheio.

Ilha Grande , 12 de janeiro de 2013.    Sábado.

Programamos o despertador para as 09:00 hs pois precisávamos descansar um pouco mais, mas acabei acordando às 08:10 hs.
Nos preparamos para arriscar alguma das trilhas , embora ainda de manhã chovesse um pouco.
Deu pra observar o espaço do hostel pela manhã , bem bonitinho.
Tem uns chalés, um belo jardim e o verde em todo o redor. O café da manhã foi bem gostoso e saímos do hostel , um pouco mais das 10 horas.
Não havia centro de informação turística na Ilha e nem o hostel tinha um mapa com qualquer informação ...
 Já no centro do Abraão , nos informamos de como acessar a T14 (Abraão - Dois Rios) , que embora seja considerada uma trilha difícil, com duração entre 2:30 a 3:00 horas só de ida , era a mais segura nestes dias de chuva.
Ela é acesso de carro à reserva da UERJ e ao que era o antigo Instituto Penal Cândido mendes. Eu imaginava uma estrada pavimentada , mesmo que precariamente ,
mas ela é toda em terra batida e pedras , não passa de uma abertura no meio da mata, muito acidentada e irregular.
Ainda assim , constitui a única trilha aberta da Ilha Grande.
As demais são dentro da mata fechada e com uma só pessoa caminhando de cada vez, em fila indiana.   
Encontramos uma garota paulista no caminho , já quase desistindo da trilha por medo, disse ela, mais de bicho silvestre do que de gente.
 Ela , a IRIS , disse que não via ninguém , nem subindo , nem descendo da trilha.
Pediu para nos acompanhar até Dois Rios pois de lá pensava em pegar um barco até Lopes Mendes ou Vila do Abraão.
Passamos pela entrada da T13 (Abraão - Pico do
Papagaio) ... que já é assustadora desde a entrada ... um amontoado de pedras que fazem parte de uma perigosa aventura , a mais perigosa e difícil trilha de toda a ilha ... só para os fortes , os muito fortes !!!
Passamos também pela entrada da T15 (Dois Rios - Caxadaço) com um monte de pedras de rio , daquelas bem grandes e arredondadas, bem menos assustadoras 
que as da T13 e com uma gigantesca piscina , logo na entrada. 
Visitamos o Museu do Cárcere no espaço onde antes existia o Presídio de Ilha Grande e algumas ruínas da antiga prisão.Vou fazer uma postagem só para o Museu do Cárcere, brevemente.
No museu, de entrada gratuita e quase que recém inaugurado, as histórias de diversas vidas que ali se mantiveram isoladas do mundo exterior,
através de fotos, roupas, utensílios e armas.
Numa outra ala do museu, uma exposição de fotos da natureza , plantas , animais e minerais.
Um espaço reservado para mostrar arte com materiais recicláveis, trabalhados pela população da Vila de Dois Rios.

Muito bacana ... concluir uma trilha e ainda ter a experiência deste espaço de cultura na Ilha Grande.
Na época do presídio, a bela ilha era conhecida como a Ilha da Maldição.
Uns mergulhos na Praia de Dois Rios , de água quente e rasa. As águas do mar se juntavam às águas frias do um (dos dois rios , que desembocam lá) rio que formam
belo espetáculo. 
Tem umas ilhas lá na frente  ... uma delas parece ser a Jorge Greco.
A garota paulista conversou com o rapaz que veio buscar umas pessoas da praia para um barco maior que estava distante da areia.

 Ela disse que ele cobrou R$ 40,00. E nem passariam perto da Lopes Mendes. Ela preferiu voltar na trilha com a gente.
A praia estava quase deserta àquela hora.
A reserva da UERJ é controlada , tanto na entrada como na saída, por um guarda que anota nome do visitante e hora que atravessa este controle.

Nosso tempo limite para saída , e pegar a trilha de volta ao Abraão , era às 17:00 hs , mas como o tempo estava começando a parecer mais pesado, ameaçando chuva, saímos da reserva à 16:00 hs.  
Ainda assim paramos para admirar a "Piscina Do Soldado" de perto, o que não fizemos na ida para Dois Rios.
Dizem que na época do presídio, tendo de atravessar à caminhada, a ilha de um lado a outro, ou seja, do Abraão a Dois Rios (ou vice-versa), em dias de muito calor, os soldados paravam ali para se banharem e descansar um pouco ... espertos estes caras!!!
Estávamos as três bem cansadas mas aproveitamos ao máximo este dia  de sábado na ilha ... cultura, ecoturismo e aventura.
A maior parte das fotos da trilha já haviam sido tiradas e conseguimos retornar em apenas duas hora ... um recorde ,
pois fomos em 3 horas e a média de tempo é de 2 horas e meia !!
Depois de chegar ao hostel, descansar a perna é prioridade.
Degustamos um "miojo" e saímos para o centro da Vila do Abraão. Queríamos observar o movimento neste momento "alta temporada" da ilha.
Música ao vivo, bares lotados, o povo dançando na frente da igrejinha de São Sebastião.
Tomamos sorvete do Finlandês (não posso esquecer do sabor do "marcapone") e voltamos para o hostel. 
Não deu 10 minutos e despencou um temporal.
Choveu a noite inteira.
Dormi mal ...uma mosquitada quase me levou ... e pensar que minha irmã havia oferecido o repelente.

Ilha Grande , 13 de janeiro de 2013.   Domingo. 


 Acordamos às 07:50 hs para "levantar acampamento ".
Mochilas já organizadas , tomamos nosso café e fizemos o check out.
Dali a minutos tomaríamos o "ferry" para Angra dos Reis (10:00 Hs) e refazer o caminho de volta para o Rio de Janeiro.A fila para a barca  já era gigantesca às 09:00 da manhã !!


 A viagem leva o mesmo tempo que se leva da Ilha Grande para Mangaratiba.
O tempo está nublado mas abrindo para o sol.

Andamos por Angra do Reis, tiramos fotos no Convento do Carmo, que eu jurava ser a Igreja da Matriz , desde minha outra visita à cidade , cinco anos atrás.
Ainda conhecemos a escultura dos Três Reis Magos , os verdadeiros reis de Angra ... algo também novo pra mim, pois não vi da outra vez que estive lá.   
Ficam de frente para a Praia do Anil.
Dia de domingo, não avistamos nenhum restaurante aberto , pelo menos ali na orla.
Mas encontramos um local para comer pizza (metade Margheritta, metade banana com canela) que estava , diga-se de passagem , deliciosa !!
Tomamos um ônibus verde, o Centro - Limite com Mangaratiba (R$ 2,90), para desembarcar em Conceição de Jacareí ,
uns 50 minutos após o embarque.
Fomos até a praia, que por causa do tempo abafado , estava com um público considerável.
Tiramos mais fotos e sentamos na areia para descansar e admirar o cenário ... a Ilha Grande lá longe ...
Algumas fotos engraçadas , bem legais , com garrafa e minha bota ... não entramos na água , que estava com uma agradável temperatura.

Mas estava um pouco suja , mesmo se não tivéssemos avistado as línguas negras que atravessavam pela areia.
Caíram uns pingos do céu ... a chuva se anunciava próxima ... atravessamos a BR-101 , a Rio-Santos e descobrimos que não havia transporte para Mangaratiba.
Pelo avançado da hora (já umas 17:30 hs) decidimos tomar mesmo o tarifa direto para Itaguaí (R$ 8,00) , com ar condicionado "gelando" !!
O valor da van era o mesmo (R$ 8,00) e aceitava o Bilhete Único ... mas pra mim , mesmo assim , van é van !!
Logo ao iniciar o trajeto para o município de Itaguaí, limite com o Rio de Janeiro, desabou a chuva.
Muitos, muitos, muitos raios e trovões e parecia que estávamos em no centro da intempérie.
Já em Itaguaí , uns 20 minutos de espera e torcida para o temporal abrandar, quando chegou o transporte para Paciência, que passaria por Santa Cruz, e nos deixaria junto à Estação de Santa Cruz dos ônibus do BRT.
Estes não demoram muito a chegar e a sair e a viagem só não foi mais rápida porque no dia de domingo eles não são expressos.
Param em todas as estações até a Alvorada , a última e onde descemos.
Ao chegar à Barra da Tijuca, a chuva já não mais existia e voltei para casa com uma experiência inesquecível ... minha segunda ida à Ilha Grande !!!