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terça-feira, 1 de novembro de 2022

Caminhos de Caravaggio ... orientações gerais.

O Caminho de Caravaggio (ou "caminhos") é um percurso de longa distância no qual se percorre 200 km por vias de acesso (ruas, estradas, rodovias), quase todas rurais, atravessando 5 municípios da Serra Gaúcha ... Canela, Gramado, Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Farroupilha.

Costumam chamar "caminhos" pois se considera o percurso iniciado do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio de Canela ao de Farroupilha, assim como o inverso, a caminhada ou pedalada do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio de Farroupilha ao de Canela.

Caminho e a seta amarela,
indicadora de direção.
Para buscar a credencial (passaporte de peregrin@) e o guia do caminho, basta se cadastrar com o CPF e solicitar no centro de informação turística de Canela ou no Santuário de Farroupilha.

Percorreremos lindas paisagens naturais, estradas de terra, morros, vales, cruzamos rios e suas pontes ... acontece algum trecho urbano (asfaltado) de pequenas vilas e povoados, igrejas, quase sempre com a natureza de áreas florestais, cultura de grãos, pomares, campos pecuários, etc.

O caminho está aberto todo o tempo.

Olha que bucólica esta cena.
A orientação é a realização do mesmo, em 10 trechos, ou seja, em 10 dias. Desta forma, estarás percorrendo, em média, 20 km por dia.

Conforme associação do Caminho de Caravaggio ao Caminho de Santiago de Compostela, os quilômetros aqui percorridos, servem para abater (completar) na peregrinação que acontece na Europa. Isso é bem interessante. E aqui, como lá, tem a concessão de um reconhecimento por escrito, o certificado da peregrinação. Independente de desejar ir ou de já ter ido a Espanha realizar tal peregrinação, o Caminho de Caravaggio é único, tem sua beleza própria, um momento de reflexão, de autoconhecimento, além de um interessante exercício físico a todos os participantes.

No geral, pelo que estudei antes de fazer, é preferível no período de primavera, maio e abril.

Não chove tanto neste período e as temperaturas estão amenas. Consideremos que o corpo ficará exposto ao tempo (sol, chuva, calor, frio, vento) durante algumas horas de caminhada, de uma pousada a outra, de um ponto de partida ao de chegada, de cada trecho. Ir no verão, ainda que estejas na Serra Gaúcha, pode ser incômodo. Se falarmos com relação a fazer o "caminho" na estação do inverno, então, nem se fala.
Passaporte de Peregrino
sem carimbos

A dinâmica do caminho é avançar pelas estradas, de um santuário ao outro, sinalizando no Passaporte de Peregrino (a credencial dada, com o guia, pelo Centro de Informação Turística) através de carimbos, o percurso. 

Existem alguns pontos de apoio (assim chamados) que são edificações devidamente identificadas por placas e painéis onde se é possível encontrar estes selos ou carimbos. Considerando o caminho dividido em 10 trechos e para receber a certificação final no santuário, você deverá ter no mínimo, 20 carimbos. Ou seja, 2 carimbos a cada trecho/dia do percurso, comprovando que você esteve por ali. O carimbo poderá ser solicitado em qualquer lugar ... rs. 

Espera. 

Meu Passaporte de Peregrina 
no final do percurso, completinho.

Quero dizer que não tem lugar próprio para carimbar, fora os pontos de apoio. Mas é claro que, as pousadas que são indicadas para a parada e descanso dos Caminhos de Caravaggio, estão habilitadas para este fim. 

Se passar por alguma igreja, algum museu, lanchonete não custa nada perguntar. O carimbo propriamente dito, não tem um logotipo, um desenho, uma informação que tenha um fim de identificação. O carimbo pode ser de um comércio, com CNPJ e o nome do bairro ou cidade ao qual pertença. Eu consegui carimbar em alguns supermercados, lojas de materiais de construção e de artigos esportivos. Ou seja, o carimbo serve somente para comprovar que você passou por ali.

O Guia de Peregrinação é uma ferramenta essencial pois nos ajuda a programar, dia a dia, o avançar. Alí está a altimetria do relevo, o grau de dificuldade do percurso, a distância, os serviços (restaurante, assistência médica, pousadas, etc) que serão disponibilizados dentro de cada trecho do caminho. 

Exemplo de seta amarela
(indo a Farroupilha)
O "caminho" não tem mistério. Imagina percorrer durante 10 dias/trechos, um roteiro no qual você não precisa se preocupar com "pra onde eu vou hoje ?"

E como funciona, então ? É só seguir as setas .... amarelas  (para quem vai no sentido Canela para Farroupilha) ou azuis (para quem vai de Farroupilha para Canela). E elas estão em todas as partes, em postes, árvores, em pedras, nas edificações, no chão ... pintadas a tinta ou presas, suspensas. Tem como se perder ?
Definitivamente, não tem como se perder !!

E a associação está em permanente manutenção desta sinalização.

Exemplo de seta azul
(indo para Canela)
Sinta-se segur@ de se aventurar. Ter companhia é sempre bom para alguma eventualidade. Uma torção de pé, um cansaço súbito, dores de joelho ou por causa de bolhas ... o caminhar pode ter sua velocidade reduzida. E nem sempre o "caminho" está na presença de uma vila, ou uma fazenda. Tem momentos em que tudo fica distante. 

Medo ? Não, eu não tenho. Todos os caminhos que realizei na Europa eu os fiz sozinha. E Europa é mais seguro ? Talvez. Mas não havia sentido qualquer tipo de medo em me propor a fazer meu primeiro caminho nacional sozinha. 

Embora eu tenha me programado para realizar o caminho sozinha, acabei encontrando umas meninas e tive companhia, encontrando um aqui, outro ali.

E as pousadas ? Este é um outro detalhe importante. Diferente do que acontece no Caminho de Santiago de Compostela, as opções por aqui são, infinitamente, mais limitadas. Inclusive, por conta desta limitação, é sempre bom definir onde será sua parada para reservar uma cama/quarto num destes locais, no fim de cada trecho percorrido.

E é possível contatar cada uma delas, com antecedência, confirmar o serviço prestado e garantir um cantinho quentinho e seguro para recompor as energias e seguir a jornada no dia seguinte.


Para mais informações acesse: caravaggio.org.br/caminhos-de-caravaggio/guia-do-peregrino
















quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Hostel Biergarten - Ilha Grande !!

Na nossa "enésima" passagem por Ilha Grande, em Angra dos Reis, optamos em ficar no Hostel Biergarten.

Além de ser super bem localizado, já tínhamos vontade de reservar alí, fazia um bom tempo.

O pagamento poderá ser feito em dinheiro (espécie), cartão de crédito ou cartão de débito. Caso esqueça de levar toalhas, poderá alugar uma por apenas R$ 5,00.

Reservamos quarto coletivo e misto com a diária de R$ 38,00 por pessoa, sem café da manhã. Quem quiser incluir o café, deverá acrescentar a quantia de R$ 20,00 por diária. 

Nós preferimos levar os produtos para preparar nosso próprio café-da-manhã ... pães, biscoitos, queijo, margarina, leite, achocolatado, frutas, etc. Creio que ficou mais em conta do que pagar R$ 20,00, cada uma.

Fomos em três e ficamos no mesmo quarto, cada uma em uma beliche diferente ... o quarto (para 6 pessoas) era somente nosso. O quarto tem a disponibilidade de lockers com a oferta de chave do próprio hostel.  A internet (wifi) funciona em todos os cômodos, mas no térreo, junto à recepção ou cozinha, é ainda mais veloz.

O restaurante-hostel está com o movimento bem tranquilo por conta das limitações da pandemia. Tem um barzinho e espaço para apresentação de músicos ... quem não gosta de música ao vivo, né ?

Em certo momento, ao voltar para o quarto, encontrei este lindo gatinho do hostel, na foto ao lado, dormindo em minha cama.  O lugar é bem limpo de tudo, roupa de cama, os quartos arejados. 

Também não sofremos com congestionamento nos banheiros, visto que nossa acomodação não tinha um banheiro privativo.

São duas as cozinhas compartilhadas, disponibilizadas aos hóspedes: uma no térreo e outra no primeiro andar.

Estivemos lá em julho/agosto de 2021.

Eu recomendo o Biergarten Hostel !!


EndereçoR. Getúlio Vargas, 161 - Vila do Abraão, Angra dos Reis - RJ, 23968-000
Telefone(24) 99979-3516

sábado, 21 de março de 2020

Coroa Grande ....

Não imaginava que esta seria a última pequena viagem, antes do confinamento por causa da pandemia do COVID-19.
Fui, descompromissadamente, para onde começa a Costa Verde, num pequeno bairro da cidade de Itaguaí.
A viagem começou na Barra da Tijuca, onde tomei o corredor Transoeste, do BRT, na linha expressa 10 (Alvorada- Santa Cruz).
Em Santa Cruz, desde minha última passagem por lá, uns 10 dias atrás, havia visto uma barraquinha de rua, vendendo caldo de cana com pastel por apenas R$ 1,99.
Já desci do BRT com esta ideia fixa ... quero aquela promoção !!
O bairro de Corôa Grande é considerado o de veraneio de Itaguaí.
Achei até bem interessante e organizado.
A ideia que tinha daquele local era outra.
Ele fica na altura do quilometro da BR-101 (a Rio-Santos).
Tem uma praia com água de aparência suspeita, na Baia de Sepetiba.
Também o porto de Itaguaí está logo ali do lado.
A Restinga de Marambaia isola a baia do mar aberto.
E nestas condições, as águas do mar ficam praticamente paradas.
A praça principal, a Professor Diego dos Santos Barbosa, é muito bem tratada.
Tem umas palmeiras, uma fonte (que estava vazia de água), uns jardins floridos e bem bonitos.
Na fotografia de baixo, um dos  principais edifícios comerciais de Coroa Grande.
Aqui funciona a padaria.
A Igreja Católica de São Benedito é a principal do bairro. 
Infelizmente se encontrava fechada por ocasião de minha visitação.
Mas tirei uma fotografia bem bonita da fachada dela.
Fica numa pracinha, bem perto da linha férrea, usada para escoar minério, e numa rua que dá acesso a uma das saídas do bairro, que cai diretamente na BR-101.
O bairro continua no outro lado da BR-101, o lado onde se encontra a Cachoeira de Itimirim.
Cheguei a ir até lá, dar uma olhada e farei depois uma postagem somente relacionado à cachoeira.

Mais fotos sobre Coroa Grande:













Estive lá em março de 2020 !!

domingo, 22 de setembro de 2019

Hostel Flor da Ilha - Ilha Grande !!

Desta vez reservamos o Flor da Ilha Hostel.
Havíamos reservado com o Hostel e Pousada Holandês, hospedagem que já utilizamos em outras visitas à Ilha Grande, a qual recomendo sempre. 
Mas como fica a uma boa caminhada do cais, e faríamos uma trilha bem difícil no dia seguinte à nossa chegada, preferi uma hospedagem mais centralizada.
Assim, encontramos a Flor da Ilha.

A proposta era a melhor para aquele final de semana.
Diária inferior a R$ 30,00 por pessoa, em quarto coletivo, com café da manhã incluído. Bem na frente de um dos piers da Vila do Abraão. Para este mesmo final de semana o Holandês cobrava quase R$ 45,00 a diária, por pessoa.

E um lugar novo é sempre um lugar novo !!
A cozinha não é tão grande, mas nos atendeu muito bem.
Tem geladeira, fogão, um microondas, utensílios diversos. 
Nós, que costumamos levar lasanha, tínhamos o melhor dos ambientes para ´reparar as refeições.
O ruim é que não há mesa na cozinha e não tem sala de jantar.
Temos de atravessar o hostel, passando pela recepção para alcançar a área externa, esta sim, com mesas e assentos.
A rede wifi, no primeiro dia, não estava muito boa nos quartos, no dia seguinte, senti que o sinal estava mais forte.
O café da manhã é simples mas feito com muito carinho pela Ângela.
Tem refresco, leite, café, cereais, alguma fruta, queijo, um presunto, tem pão margarina, biscoitos e bolo.
A expectativa era de um café da manhã mais robusto, conforme as fotografias desta hospedagem, no booking.com.
Deu para nos preparar para o dia de trilha que teríamos pela frente. 
Na verdade, nossos planos foram mudados pois o tempo não estava tão bom e por isso, fizemos uma trilha alternativa.
Percorremos, desta vez, até o final, a T2 (Abraão x Saco do Céu).
Os ambientes do hostel estão sempre muito limpos, inclusive os banheiros, que eram do tipo compartilhados.
Tem uma grande área aberta, na frente.
O espaço é todo desenhado, mas valeria dar uma restaurada  na pintura, pois está um pouco desgastado.
Mas eles tem planos, depois de passar a alta temporada que está para se iniciar, para fazer uma reformas em todo o prédio.
Foi legal ter ficado neste hostel, possivelmente voltaremos lá.
Eu recomendo !
Estivemos lá em Setembro de 2019 !!


domingo, 18 de novembro de 2018

T15 - Trilha Dois Rios - Praia do Caxadaço !!

E fizemos a trilha do Caxadaço .... sim,  a T15 (Dois Rios - Caxadaço) foi conquistada !!
Três aventureiras e um único desejo .... chegar àquela praia de águas translúcidas e calmas numa baia escondidinha, um espécie "caixa de aço".

No passado recente, afirmam que era usada para contrabando de pessoas (escravos - com o seu tráfico já proibido pelos ingleses) e de mercadorias, que chegavam ou eram despachadas.
A trilha atravessa um caminho todo em pedras, que facilitava o trânsito de pessoas e mercadorias.
À partir de Dois Rios,  a trilha tem uma expectativa de 1:50 horas pra ir e mais 1:50 horas pra voltar.
São quase seis quilômetros por trecho .... e para quem percorre a T14 (Dois Rios - Abraão) um desafio a mais para o corpo.
a trilha Abraão- Dois Rios tem 8.200 metros e expectativa de conclusão em 3 horas - só de ida.
Indica preparo-físico : Semi-pesado.
Precorremos a T14 , sempre muito aberta (é uma estrada por onde passam o veículos da UERJ) ... em alguns trechos com lama, afinal, nos últimos 30 dias, disseram que, se fez três dias com sol, foi muito.
Se uma estrada larga como esta está assim, imagina a estreita trilha para Caxadaço ?!

E passamos pelas diversas cachoeiras, nunca as vi tão caudalosas.
Algumas descendo, montanhas abaixo.
um volume d'água fenomenal !!
O ruído dos pássaros, a trilha sonora de nossa trilha.
A trilha de Dois Rios é todo tempo aberta, numa largura de via, em torno de três metros.
É estrada de terra, com pedras, fácil de seguir, impossível de se perder .... sobe, sobe, sobe e depois, desde, desce, desce .... sem muita variação.
O que você mais precisa para fazer esta trilha ?
RESISTÊNCIA !!

As flores também ornavam nosso caminho, valorizando cada passo, cada metro conquistado de toda aquela distância que ainda iríamos percorrer ....



Em certo momento passamos pela entrada da T13 (Trilha Abraão -  Pico do Papagaio), à direita de quem sobe  ...
O filtro solar precisa ser reposto, pois se costuma suar bem ... uma barrinha de cereal para dar aquela energia na subida ... em um certo ponto podemos observar a Vila do Abraão, e suas Ilhas Barcelos, lá embaixo.
Quando já na descida, uma singela sinalização mostra a entrada para a Piscina dos Soldados ... entrada pelo lado direito da estrada.
Pra quem faz a trilha de Dois Rios considero esta parada imperdível.
Diz a história que era aqui que os soldados que trabalhavam no presídio, quando ainda em atividade, paravam para se refrescar.
Por conta das chuvas recentes, eu que estou passando aqui pela terceira vez, nunca vi a piscina tão cheia ... e as águas estavam super geladas !!
Só paramos para algumas fotos !!
E seguimos em frente até chegar à entrada de nossa grande aventura ... três horas depois de termos deixado o hostel.

Começamos a trilha à 10:09 hs .... atravessando, logo de início, um mar (ou rio) de pedras ... e cada pedrão !!
E lá fomos nós ....
Dizem também que esta trilha é muito frequentada pelos macacos "bugios" e encontramos um rastro de mais de 30 jacas despedaçadas pelo chão ....




A previsão, como disse antes, era de chegar à praia em 1:50 hs .... mas deixa eu te falar, estava complicado, muito complicado ... com estes últimos dias de chuva, muita árvore caiu, o chão estava com trechos de lama.
Na fotografia ai de cima, o bambuzal todo desorganizado, parecendo um jogo de varetas, sabe ?
E passamos por dentro dele.
Passamos por diversos formigueiros, com jeitinho passamos por baixo de duas árvores caídas e cheias de galhos.
A etapa final, quando começamos a escutar o marulho e começamos a descer para o mar, foi pra mim, a mais difícil.
Extremamente íngreme, e perigosa ... pegamos uma trilha alternativa, à beira de um abismo e chegamos com segurança ao riacho, um lindo riacho, coladinho à água salgada do mar.
Levamos duas horas e meia para chegar.
Quando chegamos lá, as águas estavam negras e muito frias.
A cor negra (nunca imaginei ver Caxadaço assim) era por causa dos resíduos da chuva dos últimos dias, resíduos que caíram das montanhas da Ilha Grande ... mal dava pra ver onde pisávamos.
A água ?
Acredito ter sido o banho de mar mais gelado que tomei, em toda vida.



Ficamos pouco tempo (1 hora) pois ainda tinha a volta para fazer ... a viagem de volta à Vila de Abraão é longa ... e o dia nem estava tudo isso , bem nublado por sinal.
O dia seguinte prometia sol, mas ai, já é outra história.

Estivemos lá em novembro de 2018 !!